Uma vez fugiram 60 doentes de um asilo para pessoas com problemas mentais. As autoridades conseguiram apanhar 120. Nenhum dos 60 estava no grupo.
A estação de S.Bento, no Porto, faz-me lembrar um hospício. O sítio não é normal, começando nos 'mijatórios' dos WCs onde homens se masturbam à espera de engate, até ao ar alucinado das pessoas que falam sózinhas e dos viajantes apressados. Mas tem uma coisa boa (para além de se poder, por casualidade, dar de caras com uma cara bonita): uma livraria com livros interessantes (estive a folhear um livro de fotos da Leni Riefenstahl) onde se pode matar o tempo enquanto se espera por el tren.
Tendemos a obervar o passado com alguma sobranceria. Porque o mundo sobreviveu ao passado, a prova é que andamos por aqui, associamos aos tempos idos uma segurança idílica que os deprecia, como se só o presente fosse inseguro, imprevisível, e por isso perigoso. O que já foi tem em nós o impacto divertido de um filme mudo, onde as pessoas parecem despassaradas e despreocupadas.
Mas o presente não é o agora, e só agora. O presente é um viajante no tempo que, por incrível que pareça, está neste momento aqui, connosco. Há muitos anos atrás o presente estava noutras paragens, com outras pessoas.
Desde os tempos da escola que detesto o domingo. Por mim passava-se directo de Sábado para Segunda.
Já senhora que canta neste vídeo, bem pelo contrário, gostava que todos os dias fossem Domingo para estar sempre com a pessoa de quem gosta. Como raio poderia Deus ter feito o universo se descansasse os 7 dias da semana?, é indagação que parece não a esquentar. Fazer o quê?